Filha da Paola, a cachorrinha da minha mãe, que já tinha seus 2 anos, e de José Chico, o cachorrinho do nosso vizinho (na época morávamos em Vitória), que vivia doido pela Paola!
Me apaixonei pela Daphine a primeira vista, a abraçei e a chamei de "minha filha".
A Daphine era minha companheira, saía todos os dias para passear com ela e com a Paola na rua do AP que morávamos em Vitória.
A levava para todos os lugares onde ia, ou pelo menos quase todos.
Quando a Daphine tinha 1 aninho, ela caiu da rede na casa dos meus avós e fraturou a patinha direita, fiquei quase doida e tive o maior cuidado com ela em toda a fase de recuperação. Bem, ela se recuperou bem e nossa vida continuou.
Meus pais se separaram, e fui morar com minha mãe em Jacaraípe. Em 2004, eu me casei pela primeira vez, e levei minha pequena para morar comigo em Castelândia, onde conhecei Andréia, minha melhor amiga, que também é prima do meu ex- primeiro marido.
A Andréia também tinha uma cachorrinha, uma teckel pretinha linda, chamada Vitória. Fizemos uma amizade muito sincera e verdadeira que mantemos até hoje. Eu morava no primeiro andar, Andréia no segundo. Nos víamos todos os dias, e sempre andávamos com nossas pequenas em frente ao condomínio onde morávamos.
Nesse mesmo ano, a Daphine caiu da minha cama dormindo, e teve convulsões... entrei em pânico! A única coisa que pensei na hora foi em pegá-la no colo e levá-la até o segundo andar, para pedir ajuda a Andréia, e assim fiz. Meu desespero era enorme, e só fazia chorar e gritar. A Andréia foi de uma importância enorme nesse dia, pois ela praticamente salvou a Daphine. Quando eu subi com ela no colo, quase já sem respirar, e com as patinhas revirando, a Andréia manteve a calma e fez respiração boca a boca na Daphine, enquanto eu fazia massagem no peito dela, para que ela voltasse a respirar. E ela voltou a respirar devagarinho... Graças a Deus voltou! Andréia ligou para minha mãe, que foi correndo nos socorrer. A levamos na Dra.Patrícia, em Jacaraípe mesmo, que aplicou uma injeção de corticóide nela e nos encaminhou para uma clínica em Laranjeiras, pois ela precisava fazer uma série de exames para constatar o que tinha acontecido de fato.
Nessa clínica, ela fez uma tomografia e o restante dos exames, onde constatamos que ela havia sofrido um traumatismo craniano. Tivemos que levá-la para uma clínica em Vitória, para que ela fosse internada, para receber as medicações que precisava e ficar em observação. Ela ficou 3 dias internada, e eu não deixei de visitá-la nem um só dia. Enfim, ela recebeu alta e a levei para casa. Cuidamos dela com toda a dedicação e carinho possível. (desmontei a minha cama, com medo de ela cair novamente)
1 ano e meio depois, me separei e fui morar na casa de minha mãe. Daphine voltou a conviver com a Paola (cachorrinha da minha mãe e mãe da Daphine).
Pouco tempo depois, eu fui embora para Portugal, onde permaneci por quase 3 anos...
Ligava sempre, sempre que podia via minha pequena no colo da minha mãe pelo Skype. Segundo minha mãe, ela escutava minha voz e ficava toda agitada procurando de onde vinha a voz da mãezinha dela!
Em Agosto de 2010, retornei ao Brasil! Felicidade pura, conheci meu sobrinho (que já estava com 3 meses), revi minha família, meus amigos, enfim... Quando cheguei em casa que vi minha pequena Daphine vindo em minha direção, não sei para quem a emoção foi mais forte, para mim ou para ela!
Ela chorou quando me viu, e eu também... Muita felicidade poder estar novamente com ela em meus braços!
Senti imensa falta dela quando estava fora, e me sentia muito culpada por tê-la deixado (apesar de saber que minha mãe cuidava da Daphine tão bem quanto eu).
Enfim... Curti muito minha cachorrinha durante 7 meses. No dia 11 de Março a Daphine começou a respirar com muita dificuldade, o que me deixou extremamente preocupada. Pensávamos que fosse gripe, por isso a dificuldade em respirar e o fucinho escorrendo... Como era uma sexta feira a noite, estava decidida a observá-la até segunda feira, quando a levaria na Dra.Glória, veterinária dos cachorros da nossa família.
Dia 12 de Março, recebi em minha casa Andréia, que dormiu aqui comigo, viu todo o meu desespero pelo estado em que a Daphine se encontrava... Aquela noite, foi terrível...
Nem eu nem ela dormimos direito, a Daphine estava com uma dificuldade ainda maior em respirar, o que não a permitiu dormir a noite toda. E eu e Adréia não conseguimos dormir de preocupação... A Daphine o tempo todo se isolava e ia dormir no meu pé, e eu a puxava para perto de mim, para que pudesse sentir minha cachorra próxima e saber que ela não havia piorado.
Na manhã do dia 13 de Março, pulei da cama decidida a levá-la na Dra. Glória, liguei diversas vezes, mas ela não atende aos FDS...
Enfim, na minha busca desesperada em salvar minha cahorrinha, a coloquei em meus braços e a levei a um veterinário aqui do meu bairro. Cheguei no portão da casa dele, com a Daphine em meus braços, quando toquei a campainha, já estava em desespero, pois a Daphine tinha acabado de urinar no meu colo, estava já ficando inconsciente... Ele abriu, e imediatamente colocou ela sobre a maca e aplicou uma injeção de adrenalina, na intenção de reanimá-la...
A esta altura dos fatos, eu já estava entregue as lágrimas, uma sensação de impotência, de não poder fazer nada vendo minha cachorrinha em convulsões na minha frente...
Ele disse que ela estava tendo uma crise epilética, e me perguntou se já havia acontecido antes. Eu respondi que sim, no episódio em que ela caiu e teve um traumatismo craniano. Ele me perguntou se não me disseram nada quando ele teve alta, eu disse que não. Ele me disse que da queda, pode ter tido provocado uma epilepsia nela.
Nunca em nenhum momento poderia imaginar algo parecido, pq ela nunca mais teve nenhuma crise...
Enfim, minha pequena não resistiu, para meu desespero...
Até hj me recordo dela com carinho, dou um suspiro com o coração muito apertado, por ela não estar mais aqui. Sinto sua falta nas pequenas coisas do meu dia-a-dia, como acordar e dormir por exemplo...
Fica aqui registrada a história da pequena Daphine, minha companheira de todas as horas!
Agora estou me recuperando bem, ganhei a Natasha, uma cachorrinha que minha irmã encontrou nas ruas de costa bela.
A Natasha veio em uma hora muito certa, pois meses depois da sua chegada, perdi a Daphine.
As vezes me pergunto se poderia ter feito mais pela minha pequena, mas nada me tira a certeza que fiz o meu melhor, o melhor que eu pude para ela.
Fica a saudade, o suspiro, as noites mal dormidas pela sua falta em meus braços.
Uma filha, que amei e me dediquei até seu último suspiro de vida!
Vá em paz pequena, vc jamais será esquecida!
Obrigada por estar comigo nos momentos que tanto precisei!!!
***Tatiana Zago***





